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Vanderlei Luxemburgo chegou ao Palmeiras com a missão de dar uma cara ofensiva ao time, e a vitória por 3 a 1 sobre o Guaraní, do Paraguai, deixou clara a sua intenção. A equipe atuou no Allianz Parque com um 4-2-4, principalmente no primeiro tempo, sem um meia armador fixo. O segredo está na movimentação do quarteto da frente, formado por Dudu, Rony, Willian e Luiz Adriano, e o compromisso na marcação. É o que falam os próprios atacantes.

– Não temos meia armador. Somos quatro atacantes que se revezam, cada hora pode chegar um para jogar por trás dos três da frente. O Vanderlei pede para, quando estivermos sem a bola, sempre ter alguém na posição para ajudar na marcação – explicou Dudu.

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Na marcação, além da ajuda do setor ofensivo, que já usa a filosofia do “perde e pressiona” (após perder a bola, ficar no campo adversário dando bote para desarmar por até dez segundos), a estratégia de Luxa foi soltar ainda mais os volantes. Ramires e, principalmente, Bruno Henrique apareceram frequentemente na frente para garantir a sobra nos pés do Verdão, o que explica o controle da partida.

A movimentação intensa é o segredo ofensivo do esquema. O técnico indicou aos jogadores que não podem ficar parados, para incomodar o adversário o tempo todo, característica bastante exaltada por Luxemburgo na entrevista coletiva depois do jogo. A ordem está em não ser “estátua”.

– O professor pede muita movimentação na frente, para não ficarmos como estátua na frente porque se torna mais fácil de marcar. Está dando certo. Fazemos o que ele pede para as coisas começarem a andar bem – contou Rony.

– Precisa sempre estar um ali por dentro, e fizemos bem isso. Ali pelo meio, ora vem o Luiz, ora o Bigode, ora eu, ora o Rony. Não é o Dudu que é meia e tem nova função, a equipe está fazendo isso muito bem. Os quatro da frente fazem muito bem a rodagem para fazer bons jogos – afirmou Dudu.

– Por dentro, o Dudu pega muito na bola, não fica esperando a bola chegar. Os jogadores o buscam porque está na frente dos dois volantes e dos dois laterais. E se encaixa na característica do Luiz Adriano, que sai um pouquinho, tanto que o achou – elogiou Luxemburgo, citando as duas assistências do camisa 7 para o centroavante, autor dos três gols da equipe.

– Ele é insinuante, dribla por dentro e por fora. Não o tenho só pelo lado do campo, mas no meio e pelo lado do campo. Ele não fica fixo no meio, sai para direita, esquerda, abre espaço, leva o volante para o lado do campo. Não vejo nenhum problema com o Dudu jogando por ali – reforçou o treinador.

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